Dirigir embriagado: qual a pena e consequências do crime?
Dirigir embriagado: qual a pena e consequências
Introdução:
Certamente, a conduta de dirigir embriagado gera repercussões graves que ultrapassam a esfera administrativa do Detran, alcançando o rigor do Direito Penal brasileiro.
Inicialmente, é preciso distinguir a infração administrativa de trânsito do crime de embriaguez ao volante, previsto no artigo trezentos e seis do Código de Trânsito.
Sobretudo, o crime configura-se quando a capacidade psicomotora do condutor está alterada pela influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência.
Ademais, a pena prevista para o crime de embriaguez ao volante varia de seis meses a três anos de detenção, além de multa e suspensão da habilitação.
Por conseguinte, contar com um advogado criminalista especializado é fundamental para analisar a legalidade do teste do bafômetro e a validade das provas colhidas.
Critérios para a configuração do crime
Constantemente, surge a dúvida sobre qual o limite de álcool no sangue que transforma uma infração comum em um processo criminal na justiça comum.
Todavia, a lei estabelece que a concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue caracteriza o crime de trânsito imediatamente.
Dessa forma, o teste do etilômetro (bafômetro) com medição igual ou superior a zero vírgula trinta e quatro miligramas de álcool por ar alveolar gera a prisão.
Inevitavelmente, a recusa em realizar o teste não impede a caracterização do crime, pois a autoridade pode utilizar vídeos e prova testemunhal de alteração.
Portanto, a estratégia de defesa técnica deve focar na análise do certificado de calibração do aparelho e no respeito aos procedimentos legais de abordagem.
Consequências administrativas e penais
Simultaneamente ao processo criminal, o condutor enfrenta penalidades administrativas severas, como a multa gravíssima multiplicada por dez e a suspensão do direito de dirigir.
Entretanto, se o condutor embriagado causar um acidente com lesão corporal grave ou morte, as penas aumentam drasticamente, podendo chegar a oito anos de reclusão.
Além disso, a legislação atual veda a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos em casos de homicídio culposo sob influência de álcool.
Principalmente, a defesa técnica trabalha para evitar que a prisão em flagrante seja mantida, buscando a liberdade provisória e a continuidade das atividades do cliente.
Inclusive, nossa equipe atua na defesa administrativa para evitar a cassação da CNH, garantindo que o cliente possa se defender com plenitude de direitos.
Penalidades previstas no CTB:
- Embriaguez ao Volante: Detenção de seis meses a três anos, multa administrativa e proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir.
- Lesão Corporal Culposa: Reclusão de dois a cinco anos se houver embriaguez, além da suspensão da habilitação por período determinado pelo juiz competente.
- Homicídio Culposo: Reclusão de cinco a oito anos se o condutor estiver sob influência de álcool, sendo um crime de extrema gravidade processual.
- Multa Administrativa: Valor superior a dois mil e novecentos reais, somado à suspensão imediata da carteira de motorista por doze meses seguidos.
- Medida Administrativa: Retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e devidamente submetido ao teste de alcoolemia sem alterações.
Estratégias de defesa e nulidades
Posteriormente à autuação, a defesa criminal analisa se houve erro na margem de tolerância do etilômetro ou se o aparelho estava com a validade vencida.
Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal entende que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, o que abre margem para questionar coações.
Logo, se o único indício do crime for o teste do bafômetro e este apresentar falhas técnicas, a defesa pode pleitear a absolvição do réu.
Inquestionavelmente, depoimentos de policiais devem ser confrontados com outras evidências, como câmeras de segurança e exames clínicos realizados por médicos peritos capacitados.
Por isso, utilizamos teses de ausência de alteração psicomotora real para descaracterizar o crime, buscando a manutenção da primariedade e do direito de ir e vir.
Acordo de Não Persecução Penal (ANPP)
Frequentemente, o crime de dirigir embriagado, por possuir pena mínima inferior a quatro anos e ser cometido sem violência, permite o benefício do ANPP.
Infelizmente, muitos condutores aceitam multas e suspensões sem saber que um acordo bem negociado pode encerrar o processo criminal sem gerar antecedentes criminais negativos.
Contudo, nossa assessoria jurídica avalia a viabilidade do acordo, garantindo que as condições impostas sejam justas e proporcionais à realidade econômica do nosso cliente assistido.
Igualmente, atuamos para que a suspensão da CNH seja o menor período possível, permitindo que o cidadão continue exercendo suas atividades profissionais e familiares.
Assim, protegemos a liberdade e o direito de conduzir dos nossos clientes através de uma atuação técnica, ética e altamente especializada em direito de trânsito.
Como nosso escritório pode ajudar
Nosso escritório de advocacia criminal oferece defesa técnica especializada para condutores acusados de dirigir embriagado, atuando na esfera penal e administrativa simultaneamente.
Analisamos rigorosamente todos os procedimentos de abordagem e a validade dos aparelhos de medição em busca de nulidades que possam levar ao trancamento do processo.
Atuamos na negociação de Acordos de Não Persecução Penal e em audiências judiciais, buscando sempre evitar a condenação e a perda definitiva da carteira de habilitação.
Garantimos uma defesa vigilante que combate excessos punitivos e trabalha para que o cliente responda ao processo com o mínimo de impacto em sua vida pessoal.
Se você foi flagrado dirigindo sob influência de álcool ou recebeu uma intimação, entre em contato conosco para uma defesa estratégica, ágil e eficiente.
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