5 faltas da empresa que anulam uma demissão por justa causa

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5 faltas da empresa que anulam uma demissão por justa causa

5 faltas da empresa que anulam uma demissão por justa causa

Introdução

A demissão por justa causa retira do trabalhador quase todos os seus direitos financeiros básicos. Essa punição impede o saque do FGTS e o recebimento do seguro-desemprego.

Portanto, o impacto nas contas da família costuma ser imediato e devastador para quem trabalha. Muitas empresas aplicam essa medida de forma ilegal ou apressada.

Entretanto, a Justiça do Trabalho exige que o empregador siga regras rígidas para punir. Qualquer erro no processo anula a justa causa e restaura seus pagamentos.

Neste artigo, apresentamos as principais falhas cometidas pelos patrões que geram reversão judicial. Saiba como identificar se a sua demissão violou a legislação trabalhista vigente.

1. Falta de imediatidade na punição

Primeiramente, a empresa deve aplicar a justa causa logo após tomar conhecimento da falha. O patrão não pode “guardar” um erro para usar depois.

Certamente, o silêncio do empregador por semanas ou meses configura o perdão tácito. A lei entende que o fato foi perdoado se não houve reação imediata.

Consequentemente, a punição tardia perde o seu valor jurídico perante o juiz do trabalho. O direito de punir prescreve quando a empresa demora a agir formalmente.

Dessa forma, o trabalhador ganha o direito de reverter a modalidade da dispensa. O acerto rescisório deve ser pago como uma demissão comum sem justa causa.

2. Ausência de gradação das penas

Inegavelmente, a empresa precisa educar o funcionário antes de aplicar a demissão máxima. A punição deve subir de degrau em degrau conforme as ocorrências.

Normalmente, o processo correto exige advertências verbais, seguidas de advertências por escrito. Posteriormente, a empresa deve aplicar suspensões de um a três dias.

Contudo, muitos patrões pulam essas etapas e demitem o funcionário no primeiro erro. Essa prática viola o princípio da razoabilidade e anula a demissão punitiva.

Inclusive, a justa causa direta só vale para atos de extrema gravidade comprovada. Roubos, agressões físicas ou abandono de emprego se enquadram nessa categoria específica.

3. Dupla punição pelo mesmo fato

Ademais, a legislação proíbe terminantemente que o empregado receba duas punições pelo mesmo erro. O direito chama esse princípio fundamental de non bis in idem.

Muitas vezes, o chefe aplica uma suspensão e depois decide demitir por justa causa. Essa atitude é ilegal e gera a nulidade total do ato demissional.

Logo, se você já foi punido com advertência, a empresa não pode demitir. A punição anterior já encerrou o direito de retaliação do empregador sobre aquele fato.

Assim, o trabalhador deve guardar todos os comprovantes de suspensões e advertências recebidas. Esses documentos provam que a empresa tentou punir o funcionário duas vezes.

4. Falta de provas robustas e reais

Frequentemente, as empresas baseiam a justa causa em fofocas, boatos ou suposições vagas. O ônus da prova pertence exclusivamente ao empregador nesses casos judiciais.

Todavia, o juiz exige evidências claras como vídeos, documentos assinados ou registros digitais. O simples depoimento do chefe nem sempre basta para convencer o tribunal.

Certamente, se a empresa acusa o trabalhador de desídia, ela deve provar o histórico. Relatórios de atrasos e faltas sem justificativa são indispensáveis para o processo.

Portanto, a falta de provas materiais é o principal motivo de reversão nas varas. O trabalhador recupera o nome e o dinheiro quando a acusação é vazia.

5. Tratamento discriminatório entre funcionários

Invariavelmente, a justiça exige que a empresa trate todos os empregados com igualdade. O patrão não pode punir apenas um por um erro cometido por vários.

Por exemplo, se todos chegam atrasados, a justa causa não pode atingir apenas um. Punir seletivamente caracteriza perseguição pessoal e anula qualquer penalidade aplicada pela gerência.

Consequentemente, provar que outros colegas cometem o mesmo ato sem punição é vital. Essa evidência mostra ao juiz que a justa causa serviu como vingança.

Dessa maneira, a empresa perde o processo e deve pagar todas as verbas. A igualdade de tratamento é um pilar sagrado dentro da relação de emprego.

O direito à limpeza do nome profissional

Posteriormente à reversão judicial, a anotação de justa causa desaparece dos registros oficiais. Isso é essencial para que o trabalhador consiga uma nova colocação no mercado.

Além disso, a sentença garante o recebimento do aviso prévio e férias proporcionais. O trabalhador recebe o 13º salário e a multa de 40% do FGTS.

Inclusive, o juiz determina a liberação imediata das guias para o seguro-desemprego represado. Esse montante garante a alimentação e o sustento da família durante a transição.

Basicamente, o trabalhador deixa de ser visto como alguém que cometeu falta grave. A justiça restaura a verdade sobre o encerramento do contrato de trabalho original.

Reúna evidências para a sua defesa

Imediatamente após a demissão, salve conversas de WhatsApp que comprovem sua conduta correta. Print de elogios, metas batidas e horários cumpridos servem como prova valiosa.

Também guarde cópias de e-mails onde você solicitava orientações ou reportava problemas técnicos. Esses registros mostram que você não agiu com má-fé ou desleixo profissional.

Igualmente, identifique colegas que presenciaram a conduta abusiva ou a falta de provas. Testemunhas são peças-chave para desmentir acusações falsas em audiências de instrução presenciais.

Certamente, o histórico profissional impecável anterior à demissão conta muito a seu favor. O juiz analisa se o funcionário era dedicado antes da suposta falta grave.

Como nosso escritório de advocacia pode ajudar

Nosso escritório possui equipe especializada em anular demissões por justa causa abusivas. Atuamos com foco na recuperação rápida das verbas rescisórias para o trabalhador.

Analisamos cada documento da sua dispensa para encontrar as falhas processuais da empresa. Elaboramos uma estratégia robusta para provar que a punição foi desproporcional ou ilegal.

Lutamos judicialmente para liberar o seu FGTS e garantir o seu seguro-desemprego urgente. Realizamos o cálculo detalhado de todos os valores que a empresa reteve indevidamente.

Representamos seus interesses em todas as audiências com foco na restauração da sua honra. Nosso objetivo é garantir que você não saia prejudicado por erros do empregador.

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