Divórcio Em Caso De Violência Doméstica

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Divórcio Em Caso De Violência Doméstica

No primeiro passo para compreender o divórcio violência doméstica, é preciso reconhecer que o Direito de Família não pode fechar os olhos para relações marcadas por medo, controle e agressões. Nesse cenário, o divórcio deixa de ser apenas o fim de um vínculo conjugal e passa a ser um instrumento de proteção, dignidade e reconstrução da vida. Portanto, falar sobre esse tema é falar de segurança jurídica e humana.

Além disso, a legislação brasileira evoluiu para oferecer respostas mais rápidas e eficazes às vítimas. Assim, o ordenamento jurídico passou a tratar essas situações com prioridade, justamente para romper ciclos de violência que se perpetuam dentro do lar. Consequentemente, o Judiciário tem adotado medidas que buscam afastar o agressor e Garantir Autonomia À Parte Vulnerável.

Quando O Divórcio Envolve Violência Doméstica

Nesse contexto, o divórcio violência doméstica apresenta particularidades relevantes. Primeiramente, a violência não precisa ser apenas física. A Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, reconhece também a violência psicológica, moral, sexual e patrimonial. Portanto, humilhações constantes, ameaças e controle financeiro podem justificar medidas protetivas e impactar diretamente o processo de dissolução do casamento.

Além disso, o Código Civil, prevê a dissolução do casamento pelo divórcio, independentemente de culpa. Contudo, embora o divórcio em si seja objetivo, a existência de violência influencia decisões sobre guarda, visitas, alimentos e até uso do imóvel do casal. Assim, o juiz analisa o caso com lentes mais sensíveis à proteção da vítima.

Medidas Protetivas E Reflexos No Processo

Além disso, a concessão de medidas protetivas de urgência,  pode ocorrer paralelamente ao divórcio. Dessa forma, o afastamento do agressor do lar conjugal e a proibição de contato são medidas que impactam diretamente a dinâmica familiar. Consequentemente, o processo de divórcio tende a caminhar de forma mais segura para quem sofreu a violência.

Portanto, quando há filhos, a proteção se estende a eles. Assim, a guarda costuma ser fixada de maneira a preservar o melhor interesse da criança, princípio consagrado no Estatuto da Criança e do Adolescente. Além disso, visitas podem ser suspensas ou supervisionadas, sempre que houver risco à integridade física ou emocional dos menores.

Guarda, Alimentos E Patrimônio

Nesse ponto, é comum surgirem dúvidas sobre direitos patrimoniais. Entretanto, o regime de bens continua sendo respeitado. Assim, a partilha ocorre conforme o casamento foi celebrado. Contudo, atos de dilapidação patrimonial ou violência econômica podem justificar medidas judiciais específicas para resguardar o patrimônio da vítima.

Além disso, os alimentos ganham relevância especial. Portanto, o juiz pode fixar pensão de forma célere, garantindo subsistência imediata. 

Entendimento Doutrinário E Sensibilidade Judicial

Além disso, a doutrina moderna reforça essa visão protetiva. Maria Berenice Dias, no livro Manual de Direito das Famílias, destaca que a violência no âmbito doméstico rompe o dever de respeito e solidariedade, legitimando respostas judiciais mais firmes e imediatas (DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 12ª ed., p. 123). Assim, o divórcio passa a ser também um caminho de libertação jurídica.

Portanto, a atuação do advogado especializado é essencial para conduzir o processo com técnica e sensibilidade. Consequentemente, estratégias jurídicas adequadas evitam revitimização e asseguram que direitos sejam preservados desde o início da demanda.

Por Que Buscar Orientação Especializada

Por fim, o divórcio violência doméstica exige uma leitura integrada do Direito de Família e do Direito Penal, sempre com foco na proteção da vítima. Além disso, cada decisão tomada no início do processo pode refletir por anos na vida de quem busca recomeçar. Assim, informação qualificada e orientação correta fazem toda a diferença.

Portanto, se você vive ou viveu uma relação marcada por violência e precisa de orientação segura sobre divórcio, é fundamental contar com profissionais especializados.

  • Desse modo, a escolha do escritório e do advogado certo é fundamental para o sucesso do seu caso.
  • Afinal, um bom escritório e bons advogados te auxiliarão a defender seus direitos e alcançar o resultado esperado.
  • Por isso, não hesite em buscar ajuda jurídica especializada quando precisar.

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Se você está considerando pedir a guarda do seu filho ou já está passando por esse processo. Saiba que irá precisar de uma equipe com advogados de família e guarda de menores não apenas experientes, mas também confiáveis e comprometidos com justiça.

Portanto, busque orientação jurídica especializada antes de tomar qualquer decisão e dê o primeiro passo para romper o ciclo de violência familiar, protegendo seus direitos e a sua segurança.

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